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16.6.08
23.2.08
Bah, nêga...
Bah, nêga, coloquei uma postagem no teu blog que era para ter colocado no meu. Apaga aí. que bobeira hehehehe. Abraço. f.
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Imagino um outro lugar
Abrindo os olhos
Imagino um outro lugar, onde existe tranqüilidade
onde você está sentada
me esperando,
com uma xícara de chá
e um baseado no canto da boca
28.7.06
Por uma nova política de drogas!
Por uma nova política de drogas!
O mundo não é; ele está sendo!
Paulo Freire
A atual política mundial, de caráter repressivo, teve sua história global disparada a partir da década de 50, quando a ONU decidiu que o caminho da humanidade no que diz respeito às suas políticas de drogas seria o da luta incessante pelo banimento de algumas substâncias da face da Terra. Hoje, 50 anos depois, é preciso que tenhamos a coragem de olhar para esta história e de perguntar: será que o caminho é mesmo este?
Ousamos dizer que não. A repressão, que surge como resposta ao perigo que as drogas efetivamente representam na vida de jovens e adultos, foi responsável por um perigo ainda maior. Em que pese o nobre objetivo de preservar a vida, o que o caminho proibicionista conseguiu foi o oposto; aliado a uma estrutura econômica que produz profundas desigualdades sociais, o que se fez foi incentivar a consolidação de um conjunto de redes criminosas que articulam o comércio de drogas a um sem número de outras práticas ilícitas, totalmente fora de controle.
A idéia de “droga”, hoje, constitui-se em dispositivo de controle social e político. Assim como se utiliza a desculpa de guerra ao terrorismo para invadir o Iraque, se utiliza o discurso de guerra às drogas para manter sob controle milhões de pessoas empobrecidas, com muita repressão. E sobre quem recai esta repressão? Sobre jovens, negros, pobres, quase sempre do sexo masculino, moradores das periferias das grandes cidades brasileiras. Hoje, morrem muito mais jovens na guerra às drogas, do quem em função do uso destas substâncias. Com esta desculpa, estamos praticando um verdadeiro genocídio sobre parte de nossa população masculina. Há comunidade em Porto Alegre aonde mais de 20% dos homens não chegam aos 25 anos de idade.
É preciso dizer não ao extermínio, e apontar caminhos corajosos, urgentes e necessários. Precisamos fugir do debate raso da descriminalização dos usuários, e buscar alternativas que contemplem estratégias de regulamentação das relações de produção, circulação e consumo das drogas tornadas ilícitas. Precisamos de um debate sério, profundo, comprometido com dimensões de classe, etnia e gênero, e com a defesa incondicional da vida. E precisamos, sim, de uma nova política de drogas.
Precisamos de Leila Lopez, Deputada Federal!
Dênis Petuco

O povo não é Floriano (artigo de Sebastião Nery) Paraibano de talento, cabeleira ao vento, alto, voz de barítono, depois de uma temporada no Rio voltou para João Pessoa, impressionando a província com um diáfano cartão de linho: "Sandoval Caju, locutor da Rádio Relógio do Distrito Federal". A Rádio Relógio não tinha locutor. E ele virou o maior radialista do Nordeste, na Rádio Tabajara da Paraíba. Mudou-se para uma rádio de Maceió, candidatou-se a prefeito. Poderoso orador popular, Sandoval ia para as praças todo vestido de branco e de cima de um caminhão começava o comício: - Vim de branco para ser claro! Sandoval Caju Uma tarde, Sandoval falava em frente à estátua de Floriano Peixoto: - Marechal Floriano Peixoto, vós, que sois o patrono desta terra das Alagoas, dizei a este povo se estais ou não estais apoiando a candidatura de Sandoval Caju à prefeitura de Maceió! A praça silenciosa como quarto de freira e, lá em cima, sobre o pedestal, o marechal calado em bronze. Sandoval, braços para o céu, insistia: - Respondei, marechal, respondei! Depois, num soluço, os olhos marejados, gritou: - Obrigado, marechal! Muito obrigado! Quem cala, consente. Lula Desde que assumiu o governo, só pensando na reeleição, Lula fez um ilegal e odioso projeto de campanha: comício toda noite nos jornais de televisão, sobretudo no parceiro "Jornal Nacional" e na filial "Jornal da Globo". Como Sandoval Caju, Lula falou sozinho três anos e meio. O povo, calado como Floriano Peixoto, ouvindo. E ele pensando que o povo não dizia nada porque consentia: quem cala consente. Só ele fazia campanha, com o Diário Oficial de manhã, as verbas do Orçamento à tarde e as TVs à noite. E Lula disparou nas pesquisas. Até que começou oficialmente a campanha, em 5 de julho, e os demais candidatos passaram a ter algum acesso a TVs e jornais. Bastaram 15 dias de caminhadas, declarações públicas e eles também na TV, para Lula começar a descer e eles a subirem. Nem sempre quando o povo cala é porque consente. Muitas vezes é porque não pode falar. Quando o povo não consente mas pode falar, o povo fala. O povo não é Floriano, lá em cima, na estátua, em pedra e bronze. Heloisa Helena Lula e o PT levaram um susto com o belo salto de Heloisa Helena, em apenas quinze dias de campanha, de 6 pontos para 10, na pesquisa do Datafolha. Menosprezavam, diziam que ela era candidata para fazer figuração. Em quinze dias já levou a eleição para o segundo turno. Quando todos tiverem acesso diário à TV, no horário gratuito, Lula vai ver que o povo não é Floriano. Desde o ano passado digo isso aqui. Lula se elegeu sobre um tripé: a universidade, a Igreja Católica e o movimento sindical. Traiu a universidade, traiu a Igreja e traiu os trabalhadores quando se entregou aos banqueiros. Com o Bolsa Família, segurou o povão desempregado. Mas perdeu a classe média, que antes nunca havia votado nele, votou e se arrependeu. Quem viaja pelo País, vai às universidades, faz debates, sabe o tamanho da decepção com Lula. Salvo um ou outro bicão de verbas do Ministério da Cultura, da Educação, os intelectuais, professores, estudantes, que eram uma das pilastras do PT, sentem-se hoje enganados. E é de Norte a Sul. Tanto faz Teresina, onde abri a "Semana Carlos Castelo Branco", como Maceió, no Instituto do Cidadão (onde Frei Betto, Artur Virgilio e eu recebemos a "Medalha Dom Helder Câmara"), ou São Paulo, Paraná, a universidade é um pote até aqui de mágoa. Lula a perdeu, Heloisa ganhou. Mulher com dois HH Pedro do Coutto, nova grande presença nesta TRIBUNA DA IMPRENSA, lembrava que JK lhe disse que ganha eleição quem provoca entusiasmo e levanta gritos nas ruas. Heloisa Helena, cara e bravura de Anita Garibaldi do Nordeste, "mulher com dois HH", como a chama o senador Mão Santa, é a grande novidade desta eleição. Nenhuma outra campanha cresce mais nas ruas. Agora, que ultrapassou a barreira do som, dos 10% no País todo (13% no Sul, 11% no Sudeste e Centro-Oeste, 13% no Rio e 7% no Nordeste), está na hora da arrancada. É preciso a Heloisa e o PSOL insistirem, massificarem a "Campanha dos 3 votos": cada um de nós, que já vai votar nela, precisa, deve arranjar mais 3 votos. Três apenas. Uma bobagem. E ela chegaria aos 30%. Um pedido de eleitores: - Senadora, fale mais devagar, sobretudo na televisão. O povo precisa entender bem sua mensagem, com clareza. A consciência de que o tempo de TV é sempre curto e é necessário aproveitá-lo bem deve levar a frases curtas e redondas, e não a uma rapidez aflita. Turma de Lula Dos 57 sanguessugas denunciados na CPI, 36, dois terços, são da "turma de Lula": PP, PTB, PL e PMDB do Mensalão. Os 5 do PMDB e o único senador, Suassuna, líder do PMDB, são todos do PMDB de Lula, liderado pelo senador Sarney, acolitado por Romero Jucá e Jader Barbalho.
